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domingo, 23 de setembro de 2012

E o Coronado PST partiu!


Eu já não tenho mais o Coronado PST, nem o filtro C-ERF que o acompanhava. Ambos, juntos com as peças que faziam os dois encaixarem no meu ED de 102mm, foram vendidos e foram entregues essa semana pelos correios.

E chato tirar o Coronado da minha lista de equipamentos, mas estava muito difícil consiliar a astrofotografia solar com astrofotografia planetária, lunar e, acima de tudo, astrofotografia de céu profundo (a minha preferida). Mesmo na astrofotografia de céu profundo, decidi que não vou complicar demais as coisas. Hoje não tenho tanto tempo como gostaria de ter e a astrofotografia solar vale a pena se você pode acompanhar o Sol diariamente, ou no mínimo semamalmente.

Felizmente o Coronado modificado está indo para boas mãos. O Ronnie Clayton, o novo dono, será um astrofotógrafo que tem me impressionado pela qualidade de seu trabalho usando um Lunt de 35mm. Ele possui uma câmera mais do que adequada, uma DMK51, e certamente nos brindará com belas fotos que serão publicadas neste blog.

Enquanto as fotos do Ronnie não vem, deixo com vocês um vídeo que mostra a história e a minha evolução em astrofotografia solar, de acordo com o equipamento usado.



Um grande abraço
Rodrigo



quarta-feira, 4 de julho de 2012

Grande Erupção solar em 30 de Junho de 2012 - Reprocessamento


Aqui vai um post rápido. Eu reprocessei a minha imagem da grande erupção solar que fotografei sábado passado. Foi porque o Vitor, do Cosmofórum havia comentado que a imagem não parecia estar com o foco perfeito. Eu confesso que não havia percebido isso, mas com um processamento um pouco mais apurado acho que consegui melhorar a imagem. Espero que tenham gostado do resultado.

Para não parecer que apenas pintei a imagem de azul, deixo abaixo uma comparação entre a nova imagem e a imagem anterior:


Não estranhem a cor azul. Na verdade quase todas as boas imagens solares são feitas com câmeras monocromáticas e normalmente o astrofotografo escolhe a cor que produz a imagem que mais lhe satisfaz. Muitos usam cores amarelas ou vermelhas porque lembram o Sol como vemos, outros preferem cores frias (acho até que isso tá na moda). O Rogério Marcon, um dos melhores astrofotógrafos solares do mundo prefere o violeta, e outros, uma minoria, mantém a cor original.

terça-feira, 3 de julho de 2012

O Sol e a Lua com a DBK 41AU02.AS e redutor focal GSO 0.5x

O Sol em H-Alpha com a Imaging Source Colorida (DBK41) e o redutor focal da GSO, numa imagem que considerei excelente para uma câmera colorida fotografando em banda estreita.

Recentemente comprei um redutor focal do Armazém do Telescópio. (Clique aqui para ver o produto). Confesso que esse é o tipo de compra que às vezes faço porque tou meio sem nada pra fazer. Nada como aquela emoção de estar esperando um produto pela internet para dar uma animada naquela semana vazia. É o tipo de compra que eu sei que posso me decepcionar, mas cujos riscos fazem parte da eventura.

Um redutor focal para telescópio é uma lente colocada entre a objetiva e o sensor da câmera, com a função de diminuir o aumento da imagem. A ideia é aumentar o campo de visão para nebulosas e galáxias que não caibam no campo de visão original gerado pelo sensor num determinado telescópio. Também ajuda muito em fotos lunares e solares quando se deseja pegar o disco todo destes astros e eles não cabem na imagem. Uma solução ao redutor é o uso de mosaicos (juntar várias imagens), mas quem já tentou fazer um mosaico do Sol sabe o quanto é difícil conseguir uniformidade no brilho da imagem. O principal objetivo da compra desse redutor era justamente conseguir campos maiores do Sol.

O maior problema ao se adquirir um redutor focal é que na maioria das vezes não sabemos como ele irá alterar o foco de nosso equipamento, podendo fazer o foco recuar muito, ou, o que é pior, avançar até entrar no tubo do telescópio, o que costuma exigir uma solução bem mais trabalhosa.

O redutor focal do Armazém do Telescópio estava bem barato, por isso eu sabia que a chance de não conseguir bons resultados era grande. Posso dizer que o instrumento teve seus altos e baixos desde a sua chegada. Os maiores baixos foram com céu profundo. Ele não deu foco com a Canon T2i em meu refrator ED de 102mmF7. Ficou parecendo que eu precisava de mais meio metro de tubo para conseguir o foco. Bem, pelo menos o foco estava pra fora e eu não precisaria cortar o tubo se quisesse usar.

Uma coisa engraçada: no site do Armazém do Telescópio há uma resposta a um usuário que não conseguiu foco com sua câmera. O site sugere como solução utilizar uma barlow para colocar o foco no lugar novamente. Eu fiz isso mas considerei uma idiotisse. A imagem ficou do mesmo tamanho do que se estivesse sem nenhum dos dois. Não ganhei o aumento da Barlow nem a diminuição do redutor, mas ganhei a aberração cromática dos dois.

Também não gostei do redutor para fotos de céu profundo com as câmeras da Imaging Source, com ambas as câmeras as estrelas nas bordas ficavam parecendo cruzes ao invés de pontos. Isso foi nos frames, me pergunto se o DSS conseguiria corrigir essa falha no empilhamento. Confesso que não usei o redutor para observação de céu profundo. Fico devendo isso, sempre me concentro mais em astrofotografia.

Na verdade para observação só usei o redutor com o Coronado PST atachado ao ED de 102mm e foi com ele atachado a uma ocular de 10mm que consegui vizualizar minha melhor imagem do Sol até hoje e isso foi muito bom. A imagem vista com esse conjunto curiosamente foi mil vezes superior ao que consegui com uma ocular de 20mm, mas isso provavelmente é devido as peculiaridades que essa modificação provoca, muitas oculares tem comportamentos completamente bizarros com a configuração Coronado PST + ED 102mm.

Mas nem tudo é tristeza na fotografia. No último sábado fiz duas fotos com o redutor focal que considerei bem legais. Fotografei o Sol com a colorida DBK41, que tem um campo bem maior que a monocromática DMK21. E gostei muito da imagem. O legal de se fazer uma foto do Sol sem o uso de mosaico e que conseguimos deixar o Sol com o aspecto esférico, tridimensional, e não como um disco bidimensional, que comumente vemos em mosaicos.

Na segunda foto, fotografei a Lua quase cheia também com a colorida DBK41 + redutor focal. Ao contrário do Sol, a Lua coube com sobras no campo de visão. Essa diferença deve ter sido causada porque para fotos solares eu tive que improvisar a adaptação da câmera, tirando o adaptador da Imaging Source e deixando o redutor mais próximo do sensor do que o normal, o que aumentou o disco solar. Apesar disso, como a atividade solar concentra-se normalmente próxima a região do equador, acho que posso continuar fotografando o Sol com essa configuração sem me preocupar em pegar os pólos.




Para a Lua eu também gostei muito do resultado final pós-processamento. Mas não posso deixar de dizer que o redutor provocou uma forte aberração cromática nas bordas. A imagem abaixo, um crop da foto em tamanho original, antes do tratamento, deixa isso bem claro. Nessas horas me pergunto se esse redutor não é mais voltado para observação do que para fotografia. Vou fazer algumas observações no próximo final de semana para dizer o que achei dele no céu noturno. Apesar de tudo, essas duas fotos acima mostram que, com o processamento certo, é possível se conseguir boas fotos com o redutor da GSO.

Crop da Lua fotografa com o redutor Focal da GSO mostra a aberração cromática provocada pelo redutor.

Redutor focal 0,5x da GSO usado nas fotos deste post.

sábado, 30 de junho de 2012

O Sol Hoje - 30 de Junho de 2012 - E um pouco sobre câmeras coloridas e monocromáticas para Astronomia

O Sol com a monocromática DMK21AU02.AS de resolução 640x480
A mesma área com a DBK41AU02.AS, com resolução de 1280x960.

 Hoje foi dia de fotografar o Sol. Peguei a DMK21 e a DBK41, o PST modificado e fui para a varanda ficar um bom tempo fotografando a nossa estrela. Confesso que teve um momento em que estressei. É incrível que mesmo com o céu com pouquíssimas nuvens elas insistem em ficar na frente do Sol. São Pedro gosta mesmo de tirar uma comigo.

Posso dizer que o resultado mostra que querer comparar a DMK21 com a DBK41 para fotos solares é uma luta inglória. Em banda estreita o desempenho da câmera monocromática (DMK) é muito superior ao da colorida. É claro, se eu não tivesse a DMK, a DBK seria até uma câmera legal para tirar fotos do Sol em H-Alpha, mas com uma câmera monocromática nas mãos isso fica meio sem sentido. A não ser que se queira fazer um post em seu blog para comparar as duas.

Devo lembrar a quem não está entendendo, que a diferença entre uma câmera monocromática e uma colorida é que a câmera colorida utiliza cada 3 pixels do seu sensor para dizer a um pixel qual cor ele devera ter. Na verdade todos os sensores da câmera colorida são capazes, como na monocromática, de dizer apenas o nível de luz que está recebendo. Mas a câmera colorida designa um terço de seus sensores para dizer o nível de luz verde recebida, um terço para a luz azul e o restante para a luz vermelha e depois faz uma interpolação entre os pixels, gerando uma imagem 3 vezes menos sensível do que se cada pixel tivesse apenas a função de dizer qual o nível de luz naquele ponto, como ocorre nas câmeras monocromáticas.

Sim, câmeras monocromáticas serão sempre superiores a câmeras coloridas. Mas então porque quase toda câmera astrofotográfica além de modelo monocromático também possuí o modelo colorido? A resposta é porque câmeras monocromáticas são mais complicadas de se usar. Você é obrigado a gerar três imagens monocromáticas para conseguir uma imagem colorida. Em cada uma dessas imagens monocromáticas você terá que colocar um filtro entre o objeto e o sensor da câmera. Para isso também precisará de uma roda de filtros. Esse equipamentos adicionais não costumam ser baratos e acrescentam ainda mais peso ao seu setup. Não será só na captação que o trabalho será triplicado, mas também no processamento. Em resumo, Astrofotógrafos adquirem câmeras coloridas simplesmente por praticidade, quando não possuem tempo nem ânimo para o trabalho que é tirar fotos monocromáticas e depois juntá-las.

Pelo que tenho percebido, a diferença de qualidade entre uma câmera colorida e uma monocromática varia de acordo com o seu alvo. Para a Lua e objetos de seu profundo fotografados em suas cores reais a diferença existe, mas é menor. Para planetas essa diferença aumenta consideravalmente, embora hajam excelentes fotos planetárias feitas com câmeras da Imaging Source Coloridas por astrofotógrafos muito bons. Já para imagens de objetos de céu profundo captadas com filtros de banda estreita (conhecidos como corres mapeadas, estilo Hubble) e para o Sol em H-Alpha essa diferença é grave. Há muito poucas boas fotos do Sol em H-Alpha feitas com câmeras coloridas.

Há quem diga que eu não devo falar mal da DBK41, porque eu devo por essa câmera a venda daqui alguns meses. Mas eu não sou de ficar baseando meus comentários por meus interesses. A DBK41 tem pontos fortes e suas vantagens, eu gostei muito dela para DSO's e ela é uma câmera de autoguiagem superior a DMK21. Mas não devo me abster de dizer aqui seus defeitos. A imagem feita pela DBK41 ficou até legal, mas fica claro que a DMK21, mesmo com quatro vezes menos resolução, consegue mostrar muito mais detalhes. Imagina se a Bright Star tivesse me mandado a DMK41? A imagem com a câmera colorida foi feita com o auxilio de uma Barlow de 2x, para que os campos se equivalessem.

Termino este post com uma imagem de uma erupção espetacular que surgiu no Sol hoje, que eu não poderia deixar de captar com a DMK21AU02.AS

Um grande abraço a todos!


terça-feira, 8 de maio de 2012

O Sol em 5 de maio de 2012


Neste momento posso dizer que a minha fotografia solar passar por uma pequena crise. Eu gostaria de tirar muito mais fotos (se fosse possível, todos os dias). O maior problema tem sido o horário, consequência do meu apartamento atual ser virado para o Sol nascente aliada ao relativo sucesso que tenho tido em fotografar céu profundo daqui, o suficiente para me divertir. Como tenho tido condições de fotografar somente no fim de semana, é comum em passar as noites de sexta e sábado acordado até altas horas da noite, o que torna muito difícil a fotografia solar durante a manhã, pois em noites de astrofotografia de céu profundo, chego a dormir às sete da manhã e a acordar depois da uma da tarde no dia seguinte, quando o Sol já está se escondendo atrás do meu prédio. Além disso fotos do Sol nesse horário são terrivelmente desconfortáveis de se tirar devido a luz e ao calor.

Mas no último final de semana tivemos lua cheia, o que me desanima completamente de tentar céu profundo durante a noite. Por consequência acabei acordando cedo no sábado e fiz alguns vídeos solares para depois conseguir algumas imagens. Tenho notado que entre oito e dez da manhã o seeing é realmente melhor do que ao meio dia, quando o calor emitido pelos prédios do Águas Claras, entre eles o meu, geram uma terrível turbulência na atmosfera.

A imagem acima foi a minha preferida. Ela teria ficado ainda melhor se eu não tivesse tido problemas ao juntar as três fotos do mosaico no Fitswork, que deixa o fundo preto em algumas imagens e vermelho em outras, tornando muito difícil uma foto mais uniforme. Se não fosse por isso eu poderia ter mostrado ainda mais detalhes das proeminências (repare que o fundo do lado direito da foto está ligeiramente mais escuro que o fundo do lado esquerdo).


domingo, 22 de abril de 2012

Manchas solares 1462 e 1463 e outras imagem solares do fim de semana

Manchas 1462 e 1463, duas das muitas manchas de um Sol espetacular neste fim de semana
O Sol está espetacular neste fim de semana. Eu gostaria de ter mais tempo para tirar mais imagens e até tentar uma composição com o disco inteiro, mas infelizmente ando concentrando minhas atividades de astronomia no fim de semana e como às vezes em passo literalmente a noite inteira acordado fotografando o céu profundo, no dia seguinte acabo levantando da cama quando o Sol não está mais visível da varanda do meu apartamento.

Mas na sexta-feira acordei mais cedo e brinquei um pouco com meu setup solar até as dez da manhã, quando o Sol ainda era visível da janela da sala da computador.

É isso aí. Devo exclarecer que tem dia que fotografo o Sol da varanda, de onde ele é visível até quase uma da tarde (sim, tem dia que acordo mais tarde que isso, rsss), mas em outros fotografo da janela da sala do computador, de onde o Sol é visível somente até as dez da manhã. Mas por que tem vez que prefiro a sala do computador? É simples, fotografar o Sol pode ser uma tarefa bastante desconfortável. Sob a luz solar de um horário próximo ao meio dia, por exemplo, eu quase não consigo ver a tela do computador, a câmera esquenta para caramba e precisa ser protegida (a T2i já travou uma vez por causa do calor), depois de uma ou duas horas eu estou suando rios e já aconteceu até de ficar todo vermelho por causa dos raios solares. A longo prazo isso pode até me render um problema de pele. 

Em resumo, é muito sofrido ficar debaixo do sol, não é como uma noite de céu estrelado numa noite agradável aqui na varanda do meu apartamento. Por isso de noite eu sempre levo o telescópio para a varanda, mas para o Sol, a janela é normalmente o local mais agradável, pois eu posso deixar ela aberta somente para a luz chegar na direção do telescópio, enquanto fico confortavelmente na sombra ao lado dele.

Deixo aqui algumas das melhores imagens que captei na sexta-feira. Espero que gostem.

A manhca 1459 estava dividida em inúmeros pedaços
A foto abaixo e exclusiva do Blog e não foi publicada em nenhum site ou rede social.

sábado, 24 de março de 2012

A grande proeminência solar de 22 de março

Grande proeminência em 22 de Março de 2012, com processamento dublo (separa-se a borda do circulo do sol)

Eu estou gostando cada vez mais da DMK21AF04.AS, que chegou faz duas semanas. Ontem, notei que o céu estava azul no período da manhã, então resolvi tentar fotografar algumas proeminências solares com ela. O Resultado foi em minha opinião excelente, com algumas imagens de tirar o fôlego. Havia uma grande proeminência de que eu ja tinha ouvido falar e eu estava doido pra tentar umas imagens dela.

Mas uma vez que brilhou foi a Shorty 2x Barlow da Orion, que conseguiu tirar muitos detalhes do Sol, mas as dicas do grande Rogério Marcon, considerado um dos melhores astrofotógrafos do mundo, também ajudaram demais. Ele me disse principalmente que na hora de se usar os waveletes no Registax 6, deve-se usar apenas o primeiro. Eu tentei usar o mesmo esquema com fotos tiradas com a antiga Neximage, mas essa dica parece bem específica para a DMK21.


Nesta foto em consegui destacar a proeminência sem ter que separar as imagem. De qual foto você gosta mais? da de cima ou desta daqui?

segunda-feira, 19 de março de 2012

O Sol no fim de Semana - A estreia da DMK21

A pequena DMK21AF04.AS

As manchas 1435 e 1434 não são tão espetaculares como as 1429 e 1430 da semana passada, mas ainda são bem legais.

Finalmente chegou uma câmera DMK, da Imaging Source, aqui em casa e agora eu poderei tirar fotos realmente boas do Sol. Mas acredite, esta não é uma das DMKs que eu pedi da BrightStar em novembro passado. Dessa eu já recebi a confirmação dessa maravilhosa instituição chamada Correios, de que as câmeras foram estraviadas. Eu já suspeitava disso faz algum tempo, por isso acabei pedindo uma DMK21AF04.AS da OPT. Agora vou pedir o reembolso da minha compra com os Correios.

Mas esqueça-mos dos problemas. A DMK21 é uma câmera fabulosa, é realmente outro mundo ter uma câmera dessas nas mãos. Acredito que as fotos deste post já mostram isso. E olha que a captação foi sobre condições péssimas. As fotos foram tiradas à uma da tarde. Eu tive que levar o equipamento para a varanda, e o Sol estava muito forte, por isso estava praticamente impossível ver a imagem do Sol na tela do computador, o que tornou as configurações bem complicadas. Eu tentei improvisar com um lençol, mas ficou muito quente dentro e acabei até pingando suor no sensor da câmera ao trocar uma lente. Para mim a condição ideal para fotografar o Sol é protegido atrás de uma janela, que impede o excesso de luz de entrar no ambiente, trazendo conforto e boa visibilidade da tela do computador para ajustar as configurações. Eu teria tido isso às nove da manhã, mas o céu estava muito nublado neste horário, só consegui um pouco de Sol quando ele estava no Zênite. Eita epocazinha difícil essa das chuvas.


Eu demorei um pouco para me entender com fotografias da borda solar, mas muitas imagens interessantes devem vir em breve.
 


Feita a partir de uma única filmagem, sem o uso de mosáico, acho impressionante se conseguir uma imagem dessas com uma câmera com resolução de 640x480.


domingo, 11 de março de 2012

O Sol no fim de semana

Imagem da mancha 1429 feita com a Canon T2i através do EOS movie Recorder

Muitos devem saber das expetaculares manchas solares que apareceram no Sol essa semana, que estão entre as maiores dos últimos tempo. Com destaque para a belíssima 1429. Eu andava fotografando pouco o Sol, provavelmente fruto da decepção da DMK que nunca chega. Mas com o Sol tão bonito como estava essa semana, decidi, mesmo com minhas cameras atuais que não são as melhores para este trabalho, tirar algumas fotos do astro rei do nosso sistema solar.

Eu comecei na sexta-feira, durante a manhã. Haviam algumas nuvens no céu e eu não teria muito tempo para fotografar pois precisaca ir trabalhar. Usei apenas a Canon T2i neste dia. Tenho notado que os resultados com esta câmera andam até superiores, em nível de detalhes, aos da Neximage, mas não me agrada usar a Canon para esse tipo de foto. Ela é muitp pesada e eu não ando confiando muito na peça que substituiu o focalizador do meu ED. Neste dia eu tive muitos problemas no empilhamento com o Registax, muito provavelmente devido as nuvens que cruzavam na frente do telescópio.

Já no sábado, resolvi usar a Neximage. Ela pode não ser tão eficiente quanto a Canon na captação de detalhes, mas pesa umas cem gramas e com o Amcap, torna-se muito fácil de usar. além disso, consegue gravar em 60 frames por segundo, o defeito é que gera vídeos bem grandes. O céu estava até mais nublado do que no dia anterior, mas parece que a Neximage não se importa tando com as nuvens como a Canon T2i, na hora de empilhar as imagens no Registax.

Mosáico com a mancha 1429 feito com a Neximage

Normalmente, para fotografia da borda solar, eu ainda prefiro a Neximage.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Imagem do sol com a Canon T2i, reprocessada

Segundo alguns amigos. Essa imagem do Sol chega até a fazer a gente sentir calor!

Atenção - Foto tirada com telescópio solar com filtro H-alpha. 
Nunca aponte um telescópio ou câmera fotográfica para o Sol sem filtro específico para isso.


Ontem eu estava revendo as imagens do Sol que publiquei no último post, e vi que se me esforçasse um pouco mais, conseguiria tirar um pouco mais do Sol. O contraste estava pequeno e claramente era possível realçar as partes escuras. com ajustes de level e curves. Também notei que talvez seria possível realçar as proeminências se eu separasse a imagem em duas, forçasse o disco numa, as proeminências na outra e juntasse as duas. O resultado é a imagem acima.

Uma das ferramentas que mais usei nesse processamento foi a Image/Adjustments/Seletive Colors, no Adobe PhotoShop. Essa ferramenta é muito legal, por que permite a você escurecer, por exemplo, somente os pixels próximos do vermelho, ou próximos do amarelo. Isso é muito legal para realçar a diferença entre as áreas.

Algo que você deve saber, é que a primeira coisa que faço com uma imagem do Sol, depois do empilhamento no Registax, é deixa-la em preto e Branco. Pode não parecer, mas o Sol é monocromático, sendo que o vermelho e o amarelo estão na mesma linha de cor (o segundo é o primeiro mais claro). Veja abaixo, num frame único, como o Sol aparece na Canon T2i, a máquina usada para se conseguir essa imagem. Mais uma imagem que dá a ideia do trabalho de processamento:

Imagem do Sol, conforme aparece na Canon T2i.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Fotos do Sol de Domingo - 29 de Janeiro

O tempo anda mesmo engraçado aqui em Brasília. Ontem, domingo, eu estava no Shopping à tarde, quando, na hora de ir embora, caiu uma chuve terrível. No estacionamento do shopping a água corria a dez centímetros de altura e em algumas ruas estava com uns vinte centímetros. A minha esposa até manifestou um certo medo do carro pifar. Felizmente o golzinho é um carro valente e chegou tranquilamente em casa.

Assi mque eu chego, uma surpresa, o céu ficou azul como há um bom tempo eu não via. Eu estava até um pouco cansado para fotografar. Mas com um céu daqueles, tive que colocar o telescópio na varanda e tentar umas boas fotos. O resultado, você vê abaixo:

Atenção - Fotos tiradas com telescópio com filtro solar. 
Nunca aponte um telescópio ou câmera fotográfica para o Sol sem filtro específico para isso.


Em luz branca o melhor resultado foi conseguido com o uso de um fintro Baader Continuum.

Numa foto do disco inteiro em H-Alpha, o desafio e não deixar estourar o meio, que brilha com muito mais intensidade.

Aqui uma foto meia boca mostrando algumas proeminências.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Após quase um mês, o céu se abre tempo sucifiente para uma boa imagem do Sol!


Atenção - Foto tirada com telescópio solar com filtro H-alpha. 
Nunca aponte um telescópio ou câmera fotográfica para o Sol sem filtro específico para isso.

Foram 26 dias de espera, desque que o meu novo telescópio solar ficou pronto, para que eu finalmente tivesse um tempo razoável sem nuvens, na hora em que o Sol aparece na janela do meu apartamento. Era a minha chance de conseguir finalmente a imagem que eu esperava usando este novo telescópio e a câmera Neximage.

A imagem acima foi conseguida utilizando-se o ED de 102mm - PST, com uma Barlow ShortBarlow 2x da Orion, um filtro de Luz vermelha número 25 da Orion e a Celestron Neximage. Trata-se de um mosaico de 4 imagens, gravadas em 60 frames por segundos, empilhadas no Registax 6 e tratadas no PhotoShop CS4. O seeing, como sempre aqui no Guará, estava péssimo. E certamente a minha imagem solar com melhor resolução, mas pode ser melhorada mesmo antes da chega das DMKs que estou esperando a meses, pois é possível notal que algumas áreas da imagem estão estouradas, por excesso de brilho, algo que poderia ser resolvido com o uso de HDR, técnica que quero aprender no futuro.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Após duas semanas em consigo uma foto do Sol

O Sol hoje, com a Neximage e o novo telescópio solar

Atenção - Foto tirada com telescópio solar com filtro H-alpha. 
Nunca aponte um telescópio ou câmera fotográfica para o Sol sem filtro específico para isso.


As chuvas seguem implacáveis aqui em Brasília, e as nuvens cobrem o céu praticamente o tempo todo. Por isso nos últimos dias tem sido muito difícil conseguir uma migalha de céu azul. Mas às vezes o Sol aparece por detrás das nuvens no escasso horário que tenho para fotografá-lo, entre quatro e meia e seis da tarde. O que me mata é que algumas vezes o céu até está ótimo durante a manhã, mas sempre piora a tarde, e como meu apartamento é virado para o Sol poente, eu quase sempre me frustro no final do dia.

Pelo menos sei que em cerca de três semanas mudarei para um apartamento virado para o sol nascente e com uma varanda sem teto, que me permitirá fotografar no zenite. Então acho que quando mudar, poderei ter mais dias com o Sol livre. Enquanto isso, a espero pelas câmeras Imaging Source parece totalmente interminável.

Acima, você vê a imagem do um dos dois únicos vídeos razoáveis que consegui durante os menos de dez minutos que o Sol saiu de trás das nuvens hoje.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Finalmente o novo telescópio solar.

Eu havia dito que esse blog ia ficar de férias até o meio de janeiro, mas quem me acompanha nas redes sociais sabe que se o blog estava de férias, minhas atividades como astrofotógrafo não estavam nem um pouco paradas.

O grande acontecimento desses dias foi que finalmente meu novo telescópio solar, mesclando o Coronado PST com o Orion ED de 102mm, ficou pronto. Foram quase meses, dois esperando o filtro C-ERF chegar e mais algumas semanas preparando as peças para a adaptação, em dois torneiros mecânicos. Primeiro eu fiz o suporte do filtro C-ERF e o encaixe do Coronado como ocular, mas ao encaixar o Coronado no focalizador do Ed de 102mm, eu não consegui foco de jeito nenhum, descobri que o foco estava bem para dentro, quase que no tubo e o focalizador teria que ser trocado. Procurei um segundo torneiro, já que achei o primeiro muito careiro, apesar do trabalho dele ter ficado excelente. Esse segundo fez a peça que substituiria o focalizador de Nilon, um material bem leve e parecido com plástico que eu achava que só servia para linhas de pesca e bermudas (rss!). Ele entregou a peça ontem.

Hoje, cheguei do serviço às cinco e meia da tarde e achei que o céu não abriria, mas abriu por alguns minutos. No começo fiquei admirando o sol pela ocular. Era uma imagem de tirar o fôlego. O avanço em relação ao Coronado PST foi enorme. Animado eu tentei algumas imagens, mas infelizmente o Sol estava muito baixo. Aa turbulência na atmosfera era evidente, mas assim mesmo deixo para vocês uma "boa" imagem que consegui.

Tenho certeza de que, com as DMK's, que estão emperradas nos Correios e um Sol mais alto no céu, conseguirei imagens bem, mas bem melhores mesmo.

O Coronado PST original, durante o 17. Enoc do CASB

O novo telescópio solar: um Ed de 102mm com Filtro C-ERF de 90mm e o Coronado PST

Eu em frente ao filtro C-ERF - IMPORTANTE: Esse filtro não filtra a luz solar, apenas o Calor, quem filtra a luz é a parte de trás do Coronado, por isso nem pense em comprar somente o filtro C-ERF sem um filtro solar adequado.

A parte de trás do telescópio, reparem que foi retirado o focalizador do Orion ED 102mm e colocado uma peça feita por torneiro mecânico. felizmente o Coronado tem seu próprio focalizador, para ajustes finos.

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Atenção - Foto tirada com telescópio solar com filtro H-alpha. 
Nunca aponte um telescópio ou câmera fotográfica para o Sol sem filtro específico para isso.

A minha primeira imagem, ainda com a Neximage e quase ao por do Sol. Ela não faz jus a qualidade que vi pela ocular.