quarta-feira, 24 de maio de 2017

A História da Astrofotografia no Astronomia ao Vivo

Pra quem não conhece, o ASTRONOMIA AO VIVO é um canal gerenciado pela super simpática Cris Ribeiro que geralmente faz uma transmissão nas noites de domingo, com convidados relacionados à Astronomia. Por este programa já passaram alguns dos maiores astrônomos amadores e profissionais do Brasil, além de personalidades como o astronauta Marcos Pontes. Como a Cris gosta muito de Astrofotografia amadora, volta e meia temos grandes astrofotógrafos entre os principais convidados,  falando sobre as questões mais importantes e interessantes da Astrofotografia amadora.

No último domingo, o convidado da noite foi o Conrado Serodio, um dos maiores astrofotógrafos planetários e lunares brasileiros. O Conrado fez um belo resumo da história da Astrofotografia, focando nos primórdios desta atividade, passando pela popularização da Astrofotografia entre os amadores e divagando sobre o futuro da atividade.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Em Breve: Novas câmeras para Astrofotografia planetária e de céu profundo.

Quem me acompanha com mais frequência sabe que atualmente não dá pra comprar um novo equipamento todo dia (embora eu quisesse), principalmente quando estamos falando dos equipamentos principais para Astrofotografia: câmera, tubo óptico e montagem. Mas pelo menos uma vez por ano eu faço questão de comprar um exemplar destes equipamentos, para dar uma renovada no ímpeto astrofotográfico. Afinal, quando você compra um equipamento novo, principalmente câmera ou tubo óptico, de repente se vê com disposição para registrar todos os objetos que fotografou mais uma vez, afinal, sabe que agora poderá conseguir resultados completamente diferentes.

Atualmente eu tenho dois telescópios principais, um refrator ED de 102mm de abertura e um refletor newtoniano de 200mm, além de três lentes muito boas para astrofotografia, a "quase um telescópio" Canon 200mm F2.8 EF L USM II, a boa e barata 50mm F1.8 e uma última de 10-22mm, voltada para paisagens e campos enormes. Apesar do Refrator já estar meio velhinho e o focalizador de ambos os telescópios estarem precisando serem trocados, a óptica dos dois tubos está perfeita, então definitivamente tubo óptico não é algo para ser trocado. Bem, na verdade eu até gostaria de um refletor de 300mm de abertura, para quem sabe fazer imagens planetárias de tirar o fôlego, mas esta mudança iria exigir uma montagem maior do que a minha HEQ5 atual. E uma boa EQ6 está difícil de encontrar no Brasil por menos de 10 mil reais.

Mas, com a época das secas chegando em Brasília (talvez até seca demais desta vez) e os céus começando a ficar estrelados durante a noite, a vontade de gastar foi ficando mais intensa. E neste momento surge uma promoção do site Tellescópio.com.br com câmeras da QHY e da ZWO com 25 por cento de desconto. A compra é feita por encomenda e os produtos devem chegar em cerca de dois meses. Mas eu não resisti. E adquiri dois exemplares logo de uma vez. Uma QHY5-III 224C, para fotos planetárias, e uma Câmera QHY163M Mono - Cooled. São basicamente uma excelente câmera planetária e uma ótima câmera para céu profundo.

A pequena QHY5-III 224C será usada para captura de planetas e como guiagem da 163M.

A QHY5-III224C tem o mesmo sensor da consagrada ASI224MC. Ela me trará uma experiência diferente da câmera atual, me permitindo fazer imagens planetárias sem o uso de roda de filtros. Optei pela 224C e não uma com sensor monocromático porque gosto do balanço de cores que as câmeras coloridas conseguem com planetas. Esta câmera também tem muito mais sensibilidade do que a minha atual Expanse 120 e, combinando com a saída USB 3.0, deverá conseguir uma taxa de frames absurdamente alta. 

Já a QHY163M trará uma avanço incrível para a Astrofotografia de céu profundo. Ela tem 16 megapixels, contra 1,3 da minha atual Atik 314L+. Essa diferença de megapixels não reflete de forma justa a real diferença entre as câmeras, por que o sensor CCD da Atik, apesar de pequeno, tem pixels grandes e sensíveis, ainda assim, a versatilidade e os recursos do sensor da QHY163 deverão melhorar em pelo menos duas vezes a qualidade de minhas fotografias de céu profundo.

A QHY163M tem sensor de 16 megapixels do tamanho 4/3 (pouco menor do que o de uma DSLR de entrada) e resfriamento.


A brincadeira toda ficou em cerca de 5500 reais. Dói no bolso e, até as câmeras chegarem, certamente vou ficar bastante ansioso, torcendo para que tudo dê certo. Mas eu confio no site Tellescopio.com.br. Eles têm até um banner aqui no blog, mas não é por que eles me pagam por isso. O banner foi colocado sem qualquer custo porque considero que lojas de equipamentos astronômicos são fundamentais para a Astrofotografia Brasileira e precisam do apoio de aficionados como eu.

A promoção vai até o dia 30 de maio. Pelo que entendi do site, o esquema é o seguinte. Durante um mês as câmeras ficam em promoção, mas o Tellescopio só faz a encomenda ao fim da promoção, para poder fazer um pedido de um lote maior, conseguindo preço melhores. Você pode acessar o site clicando no link abaixo:




quinta-feira, 11 de maio de 2017

Júpiter, Saturno e a surpresa com a Barlow 2,25x

Júpiter, com a grande Mancha Vermelha em destaque, primeiro registro feito com a Baader 2,25 no lugar do Extender 5x da Explore Scientific

Nos últimos dois meses eu tenho me dedicado  astrofotografia planetária. O registro dos planetas, embora eles sejam tão poucos, pode rapidamente ficar tão viciante quando à astrofotografia de céu profundo. Isso acontece por que, apesar de serem num número reduzido, os planetas apresentam um comportamento muito dinâmico, mudando muito de um dia para o outro, em alguns casos até mesmo poucos minutos podem fazer uma grande diferença. Isso faz com que você fique com vontade de registrá-los todos os dias.

O telescópio que utilizo é o Orion UK VX8. Um refletor de 8 polegadas de abertura. Isto é provavelmente o mínimo que eu recomendaria para se fazer Astrofotografia planetária de forma mais séria. Se eu tivesse condições, adoraria ter um telescópio de pelo menos 12 polegadas (300mm).
Meu refletor tem 900mm de distância focal, o que lhe dá uma razão focal de 4,5. É basicamente um telescópio curto e como a Astrofotografia planetária é geralmente feita com razões focais acima de F20, eu logo adquiri um Extender de 5x da Explore Scientific para usar com este refletor.

A combinação Orion UK VX8 mais Extender 5x sempre se mostrou uma combinação interessante, com alguns problemas. O principal é que eu quase nunca consigo capturar com o filtro de luminância com este Extender. Sempre que tento capturar a luminância o resultado é uma imagem sem detalhes. Geralmente tenho que usar o vermelho como luminância, o que tem o inconveniente de fazer a Grande Mancha Vermelha desaparecer.

O Extender (Extensor) 5x da Explore Scientific e a Barlow 2,25x da Baader.


Meio desapontado com o Extender, no dia oito de abril, resolvi trocar por uma Barlow de 2,25 que comprei para usar no refletor não com planetas, mas com capturas de céu profundo, algo que ainda estou devendo. Coloquei a Barlow e de cara me impressionei com o contraste que a imagem de Júpiter mostrava com o filtro de luminância, mesmo que o planeta estivesse menor. Resolvi fazer algumas capturas. A primeira coisa que notei foi, devido à menor razão focal, uma maior absorção de luz. Com a Barlow eu podia capturar muito mais frames por segundo do que com o Extender 5x. Uma média de quatro vezes mais, e como o planeta ficava pequeno na tela, isso não consumiu muito espaço em disco e permitia uma taxa de frames veloz através da entrada USB da câmera Expanse. Cheguei a mais de 110 frames por segundo. Na hora de integrar os frames, para compensar o menor tamanho do planeta, usei Drizzle de 3x.

O resultado final com a Barlow 2,25x me surpreendeu, estando melhor do que a grande média de capturas que fiz com o Extender 5x, com a vantagem de que pude sempre usar o filtro de luminância. É interessante, pois estou usando uma razão focal de aproximadamente F10, bem mais baixo do que o recomendado para este tipo de registro. Mas acredito que fotografar com este setup seja muito semelhante a fotografar com mais aumento se a minha câmera tivesse pixels maiores, que fossem mais sensíveis. O uso de Drizzle em câmeras com pixels grandes costuma ser muito eficiente. E com capturas de mais de 20 mil frames, acabo conseguindo resultados surpreendentes com essa Barlow. 

Alguns astrofotógrafos não concordam comigo, mas eu começo a me perguntar seriamente se fotografar em F10 não seria melhor do que registros com a razão focal acima de F20, utilizando menores ampliações para se conseguir mais sensibilidade, com mais frames por segundos e compensando o menor aumento com o recurso de Drizzle.

Registro feito mais recentemente. Nesta imagem gostei muito dos detalhes das regiões mais próximas aos polos.


Outra vantagem que percebi com o uso da Barlow, foi uma menor diferença entre o brilho dos planetas e de seus satélites naturais. Essa diferença foi tão grande que até mesmo numa captura de Saturno as luas deste planeta apareceram. E olha que geralmente fotos de Saturno e suas Luas só são possíveis com capturas separadas do planeta e das Luas, montadas depois no Photoshop, quando chegam a se usar frames de até um segundo de exposição para capturar as Luas.



Mesmo sem o uso de técnicas de capturas com tempos de exposição elevado para as luas de Saturno, elas apareceram nesta captura com a Barlow 2,25.

Bem, se fotografar em distâncias focais menores e vantajoso a distâncias maiores é algo que ainda não tenho, mas o que posso dizer é que a Barlow que estou usando, a Baader Hyperion Zoom Barlow 2,25x realmente foi uma aquisição surpreendente e que está me impressionando com os resultados e certamente virou o meu instrumento principal de Astrofotografia planetária.

Abraços a todos!

terça-feira, 25 de abril de 2017

Finalmente a venda: Astrofotografia Prática - O Guia da Fotografia do Universo.


Foram quase três anos de trabalho. Muitas e muitas noites em que deixei de astrofotografar, ver filmes ou mesmo ficar com minha família por causa desse projeto. Mas finalmente a jornada está chegando ao fim. Já está a venda a versão impressa do Astrofotografia Prática - O Guia da Fotografia do Universo, o primeiro guia sobre Astrofotografia feito por um brasileiro, o primeiro em língua portuguesa na era digital.

São 220 páginas em formato A4, com cerca de 160 ilustração coloridas. O livro pode ser adquirido em 3 acabamentos diferentes, brochura, capa dura ou espiral, sendo o último mais recomendado para quem pretende realmente grudar no livro e levar para todo lugar. Eu, é claro, devo imprimir uma versão em capa dura para mim.

Você pode adquirir a versão impressa do Astrofotografia Prática nos links abaixo:
O Ebook levará mais umas duas semanas para ficar pronto, pois terá uma diagramação diferente, em formato A5 e com somente uma coluna. Neste formato, o livro terá 460 páginas. Uma prova de como o conteúdo é extenso. Será uma diagramação otimizada para a leitura em tablets e até mesmo em celulares. 

Agradeço a todos que me apoiaram neste projeto!

terça-feira, 4 de abril de 2017

Abril de 2017: mês decisivo para a publicação do livro

Exemplar impresso do livro Astrofotografia Prática, que estou revisando.

Entramos finalmente no mês de abril, que conforme o banner aqui do lado é a data de publicação do esperado livro de Astrofotografia que passei os últimos três anos desenvolvendo. Acredito que até o fim deste mês eu finalmente publicarei a obra. Eu até tinha uns dois ou três posts que queria desenvolver melhor para este blog este mês, mas o desafio de uma última revisão, para entregar o melhor livro possível, tem consumido todo o meu tempo disponível.

Bem! Vamos falar um pouco sobre o livro e tirar as últimas dúvidas. Ele será publicado pela plataforma AGbook/Clube de Autores. Pra quem não conhece, trata-se de uma plataforma de autopublicação. Nestes sites, pode-se encontrar de tudo, de livros de ciência esmerados a obras picaretas de esoterismo. Mas devo dizer que já adquiri uma cópia teste do livro com eles e a qualidade da impressão é muito boa.

Durante o tempo em que estive escrevendo o Astrofotografia Prática, certamente o maior problema que enfrentei foi o custo de impressão. Por se tratar de uma obra de nicho, de tiragem pequena, sempre existiu o fantasma de que o livro poderia ficar caro demais para imprimir. Certamente seria bem mais barato se fosse impresso numa grande tiragem, com o apoio de uma grande editora, mas como no momento eu estou meio que publicando por conta, a melhor solução de longe é o sistema da AGbook/Clube de Autores. Nestes sites, cada vez que alguém compra um livro, ele é impresso e enviado para o comprador.  Quanto maior o livro, mas cara é a impressão. Ser colorido também encarece a produção. Na verdade, é de longe o fator que mais encarece a impressão, mas não consigo imaginar meu livro em preto e branco. Como falaria de balanço de cores, saturação, composições e Hubble Palette em preto e branco?
Para tornar a obra mais barata, fiz o layout com o texto em duas colunas, o que reduziu o volume do livro de quase 300 para 230 páginas, sem qualquer redução do conteúdo ou do conforto da leitura e até dando um aspecto mais bonito à diagramação. Vale lembrar que é um livro grande, impresso em A4. Se estivesse impresso em A5, com uma coluna e fonte 12, teria umas quinhentas páginas. Para quem não quer pagar mais caro e nem carregar peso, será publicado um E-book. O Ebook é legal, mas tenho que dizer: a versão impressa ficou tão bonita que acho que vale a pena, sem contar que a leitura foi planejada para ser feita num livro impresso. Não sei como a leitura vai ficar num Ebook. 

O livro Astrofotografia prática custará 150 reais na versão impressa e pouco menos de 40 na versão Ebook, que ainda não decidi se será epub ou PDF. 176 Imagens ilustram a obra, que engloba os três grandes campos da Astrofotografia, aquisição de equipamentos, captura (ou captação) e processamento de imagens. Há um extenso glossário no final, com todos os termos técnicos mais relevantes e será disponibilizado um link onde os leitores poderão trabalhar com os arquivos utilizados nos tutoriais e fazer o download dos softwares e plug-ins gratuitos mencionados. O prefácio foi escrito pela lenda da astrofotografia brasileira, José Carlos Diniz. E as primeiras vinte páginas serão disponibilizadas para leitura nos sites de publicação, para quem quiser examinar a escrita antes de adquirir a obra.

Algo que me deixou um pouco triste é que muitas pessoas estão me pedindo um cópia autografada, mas o problema é que, como o livro será impresso e enviado sem passar por mim, não teremos esta possibilidade no momento da venda, mas eu me comprometo a assinar qualquer exemplar, com dedicatória, de qualquer um que puder se encontrar comigo.

É isso aí pessoal. Eu estou numa baita ansiedade aqui e não vejo a hora de ver esse livro publicado. Será que vão gostar? Vão criticar muito? Encontrar erros? Nem gosto quando as pessoas me lembram como foi longo o tempo em que estive escrevendo a obra, mas apesar de todas as dificuldades, do pouco tempo disponível e da dimensão do projeto, sempre segui em frente. E parece que finalmente estou chegando lá.

Obrigado a todos que estiveram me apoiando neste período.

quarta-feira, 15 de março de 2017

A Libração Lunar: A face de nosso satélite não é tão parada como parece.

A Cratera Humboldt, registrada em dois momentos diferentes, mostrando como a Libração Lunar causa mudanças nos aspectos das formações Lunares vistas da Terra. Imagem feita com telescópio refletor de 200mm F4.5, extensor focal 5x e câmera Expanse Monocromática.



Talvez uma das coisas que mais chateie quem quer observar ou fotografar a Lua é o fato de que ela está sempre com a mesma face virada para a Terra. Ao contrário dos planetas, que apresentam rotação visível, principalmente Júpiter e Marte, a Lua está sempre com o mesmo lado virado para nós. Isso faz com que o outro lado permaneça oculto para observadores da Terra. As primeiras imagens do lado da Lua oposto à Terra, chamado de Lado Oculto da Lua, só foram feitas quando a sonda soviética Luna 3 sobrevoou nosso satélite natural, em 1959.

Então, como está presa a Terra, com a mesma face sempre voltada para nós, as formações lunares nunca se alteram? Não é bem assim. Na verdade a Lua não chega a estar totalmente presa à Terra. A Face virada para nós não é totalmente estática. Nosso satélite faz um bamboleio, que nos permite ver um pouco do que está na face oculta. Os efeitos deste movimento são percebidos principalmente em objetos próximos à borda do círculo lunar, chamado de limbo. Crateras mudam de forma, montanhas aparecem e desaparecem, proporcionando um espetáculo para astrônomos e astrofotógrafos mais atentos.

Curiosamente, os efeitos causados pela libração lunar são mais visíveis durante a Lua Cheia, período que a maioria não considera propício para fotografia lunar, já que não temos o contraste causado pela diferença entre o lado iluminado pelo Sol e o lado escuro da Lua. Mas na Lua cheia, se observarmos as bordas da Lua, vamos encontrar as crateras próximas ao limbo apresentando grande contraste, tornando-se um período propício para registros como o que vemos no alto deste post.

Esta gif, retirada da Wikipedia mostra como a Libração altera a posição da face iluminada da Lua em relação a Terra durante o período de um mês.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Eclipse solar parcial em Brasília. Eu não passei em branco!

Eclipse parcial do Sol, em 26 de fevereiro de 2017, registrado com câmera Canon T2i e Lente Canon 200mm F2.8 L II USM.

Foi difícil. Parecia que ia ficar só na vontade. Mas nos últimos instantes, quando a lua já ia se retirando da frente do disco solar, percebi a claridade entrando pela janela do meu apartamento e corri para a varanda.

Eu acordei mais ou menos nove e meia da manhã. Estava até considerando a possibilidade de montar o telescópio na varanda do apartamento, mas de cara percebo que está um pouco escuro. Vou até a varanda e um leve chuvisco caia sobre Brasília. O céu estava completamente tampado. Deu até vontade de voltar pra cama, mas como eu tinha dormido razoavelmente cedo na noite anterior (para os meus padrões), já estava sem sono.

Quando já tinha até colocado o almoço pra esquentar, percebo que, do lado de fora do apartamento, estava mais claro. O céu ainda estava muito tampado, mas raios de Sol estavam atingindo o vidro das janelas. Corro para a varanda e tento fotografar o eclipse.

De cara, a primeira dificuldade, o Sol estava exatamente no zênite e o tripé de máquina fotográfica não conseguia apontar exatamente pra cima. Não dava tempo de pegar a montagem do telescópio. Bem, o Sol brilha muito, então daria para fotografar com a câmera na mão mesmo. É o que fiz. Só que a claridade do Sol é tão forte que não dava pra ver o que o LCD da câmera mostrava. Eu tinha que fotografar olhando o visor da câmera.

Foram cerca de vinte tentativas, num espaço de cinco minutos. Algumas imagens ficaram fora de foco, outras escuras ou claras demais, mas na insistência consegui um registro muito bom para uma lente de 200mm, que vocês veem no alto do post.