terça-feira, 22 de maio de 2012

Minha primeira imagem de NGC 6888 - a Nebulosa Crescente


Vamos começar com minhas poucas e simples fotos do décimo oitavo Encontro Observacional do CASB (ENOC). Como eu disse no post anterior, no primeiro dia de ENOC não havia energia, e eu acabei ficando sem computador, sem autoguiagem e tendo que controlar a câmera com um cabo disparador. Talvez o certo fosse nem tentar fotografar nessas condições, por que os resultados dificilmente seriam bons, mas eu gosto muito desse hobby e não estava preocupado com os resultados e sim com o prazer de passar a noite tirando fotos do céu.

Eu decidi que as fotos feitas usando o cabo disparador, teriam no máximo 30 segundos de exposição, sendo fotografadas pelo sequenciador da câmera, que não gera intervalos entre as fotos. 30 segundos é o tempo máximo do sequenciador, acima disso eu teria que usar o modo BULB e ficar o tempo todo olhando a telinha da câmera, sempre apertando o botão quando a câmera chegasse ao tempo que queria. Isso provocaria erros e seria muito cansativo. Eu também sabia que não teria muitas dificuldades em alinhar o telescópio para 30 segundos de exposição, mesmo estando em terreno desconhecido. Para compensar o pouco tempo de exposição, colocaria o ISO nas alturas, algo que eu não faria se a autoguiagem estivesse disponível.

Uma das fotos que eu mais tinha em mente para esse ENOC, era a nebulosa NGC 6888, conhecida como nebulosa do Crescente. Trata-se de um objeto desafiador, ainda mais que de Luziânia, onde foi realizado o evento, o norte é a área do céu com maior poluição luminosa, já que é a direção onde está Brasília. A Nebulosa do Crescente fica na constelação do cisne (eu devia ter calculado isso antes do evento!).

Sem poder tirar fotos com exposições maiores então, o esperado era que eu simplesmente desistisse desse objeto, que é muito pálido. Mas eu tive a curiosidade de tentar um frame e ver o que aparecia na tela da câmera. Usei o Go-to para achar a nebulosa e fiquei surpreso ao ver que, mesmo com 30 segundos de exposição, ela apareceu na imagem, embora de forma tímida. Eu captei 37 frames e os empilhei no Deep Sky Stacker. O pós-processamento foi feito no IRIS, no Bibble 5 e no PhotoShop CS4. O equipamento foi meu setup padrão para DSOs (Canon T2i-ED102mm e CG-5GT) O resultado não foi o que eu sonhava para o evento, mas ficou bastante satisfatório para as condições enfrentadas, até por que não é um objeto comumente fotografado no Brasil.

4 comentários:

  1. Rodrigo, acho que está na hora de comprar um cabo disparador com timer!! =p
    O meu eh com timer e eu não sinto muita falta de um note não.

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  2. Realmente Marcelo, é algo a se pensar!

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  3. E o cabo não é caro não.
    Sai por volta de 15-20 dolares.
    Vc pode programar o tempo das fotos ( ate umas 99 horas ), o intervalo entre as fotos ( ate umas 99 horas ), o número de frames ( ate uns mil ) e o delay pra começar a tirar as fotos que eh bom pra vc ter tempo de se afastar do telescópio ( ate umas 99 horas ).

    O meu eu comprei no ebay eu acho.

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  4. Rodrigo tem muita mas muita informação boa no seu blog, já fiz algumas perguntas recentemente tipo pedindo dicas que devem aparecer em alguns de seus posts, mas como ainda não vi tudo o que tem aqui que não é pouca coisa, percebi que basta prestar mais atenção que as respostas estão aqui mesmo basta saber filtrar e depois empilhar na mente que vai sair o resultado final rsss... uma postagem responde as dúvidas de outras e assim vai. Que maravilha esse seu blog sem falar da participação de outras feras, essa troca de informações é algo muito saudável todos ganham.
    Parabéns.

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Eu tenho me esforçado para responder todos os comentários, mas posso demorar um pouco, ou mesmo esquecer algum. Por isso, peço paciência e não fiquem constrangidos de me darem um toque, caso eu esteja demorando demais.