quinta-feira, 19 de maio de 2016

Este fim de semana temos oposição de Marte!

Marte: na imagem da esquerda vemos o registro do Telescópio Espacial Hubble. À direita o humilde registro que fiz do meu apartamento, que curiosamente estava praticamente na mesma posição em termos de rotação do planeta, mesmo feito quatro dias antes.


Está chegando um dos eventos mais esperados do ano: a oposição do planeta Marte, que vai estar na menor distância da Terra nos últimos dez anos. A oposição de Marte é um evento que ocorre a cada aproximadamente 2 anos, mas elas não são sempre iguais, muito pelo contrário, a cada evento a distância mínima pode variar muito. A proximidade atinge um pico a cada 13 anos, diminuindo e depois aumentando novamente gradativamente. O evento deste mês precede o próximo pico, em 2018.

Neste fim de semana, milhares de telescópios de astrônomos amadores do mundo inteiro estarão apontados para Marte, muitos, como eu, munidos de câmeras fotográficas. Diga-se de passagem, a área de câmeras planetárias é uma das que mais evoluiu nos últimos anos e tenho certeza de que teremos imagens de tirar o fôlego nas próximas semanas, principalmente de astrofotógrafos como Damian Peach, Christopher Go e aqui do Avani, Conrado, Fábio Plocos, entre outros.

Com meu refletor de 200mm e câmera Expanse monocromática, tenho feito algumas capturas humildes comparados com a galera acima, mas fiquei surpreso com uma foto feita pelo Hubble recentemente. Não porque ache que há semelhança na qualidade delas. O Hubble está anos luz do que posso fazer com meu equipamento. Algo justo, tendo em vista que custou cerca um milhão de vezes mais caro do que o meu setup. Mas o legal é ver que a face do planeta, no registro do Hubble, estava muito parecida com a da imagem que fiz, quatro dias antes. O planeta está tão parecido das duas imagens que se eu não tivesse publicado a minha quatro dias antes, corria o risco de saírem dizendo por aí que o meu registro era falso, que apenas peguei a imagem do Hubble, tirei ela de foco com filtro blur, rotacionei, mexi nas cores e coloquei meu nome.

É uma comparação interessante para mostrar o que conseguimos capturar com um equipamento razoavelmente acessível (cerca de dez mil reais) em comparação com o melhor telescópio do mundo, que custou 2,5 bilhões de dólares. Eu acho divertidíssimo procurar na minha imagem detalhes que aparecem no registro do Hubble. Embora sempre seja apaixonante ver uma imagem como a do fim do post.



A imagem originalmente postada no dia 8 de maio. Apenas girei para ficar na mesma orientação da do Hubble e mostrar como estão parecidas. Também corrigi as bordas..

A imagem do Hubble, num tamanho mais justo com a real capacidade do telescópio espacial.

A imagem do Telescópio Espacial Hubble do dia 12 de maio. Clicando nela, fica ainda maior.

4 comentários:

  1. Ola Rodrigo, esses planetas são muito divertidos de se fazer captura, as sessões são rapidas se nada atrapalhar e fica muito bonitos, eu tenho um mak 90mm e fiz registro de marte esses dias, pensei que essa borda era defeito da minha captura hehe, fico feliz em saber que não era eu e sim o próprio planeta que estava assim rsrsrs, te peço uma dica, como faço para anexar a imagem de luminança as RGB, uso o programa fitswork e não consegui, so consegui por RGB mesmo. Grato!!

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    1. Valeu Everton. Para juntar Luminance com RGB, vá em "Combinação de Imagens - Combinar Imagens L+RVB", tente as duas opções "sem escala"e "com escala" e veja qual fica melhor. A imagem que será o Luminance deve ser convertida em preto-e-branco primeiro.

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  2. Qual telescópio é melhor: Meade Polaris 90mm f/10 com oculares 6.3mm, 9mm e 26mm com Barlow 2x ou um como o seu antigo Orion Astroview 90mm f/10.1 com montagem EQ2 e oculares 10mm e 25mm?

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Eu tenho me esforçado para responder todos os comentários, mas posso demorar um pouco, ou mesmo esquecer algum. Por isso, peço paciência e não fiquem constrangidos de me darem um toque, caso eu esteja demorando demais.